O cliente chega envergonhado, com o celular na mão: um desconhecido dá prazo até a noite para pagar, ou o ex já espalhou as fotos no grupo da família. O que se faz nas próximas horas decide se haverá prova, remoção e autor.
Do golpe do amor ao ex que expõe a intimidade: prova, remoção, medida protetiva e responsabilização, sem negociar com o criminoso.
A sextorsão quase nunca começa com ameaça. Começa com um relacionamento virtual que parece real. O golpista se expõe primeiro, com uma intimidade que não é dele, e provoca a da vítima. Atinge de adolescentes de 13 anos a idosas de 78.
Na pornografia de revanche, quem expõe é o ex, por vingança, humilhação ou controle. Nos dois casos, a prova se perde no pânico. A vítima apaga a conversa, bloqueia o perfil, paga ou confronta o autor. A notificação de remoção sai sem o endereço exato do conteúdo.
Com a técnica certa, o advogado sai da primeira reunião com a conversa preservada, o perfil identificado, o pagamento documentado, a notificação pronta e a prova para a medida protetiva. O curso ensina essa ordem. Não ensina a negociar com o criminoso.
Marque quantos cursos quiser: eles ficam guardados e chegam marcados no formulário de inscrição.
Um homem trocou fotos com uma suposta jovem numa rede social. No dia seguinte, um "pai" disse que ela era menor e passou a cobrar, até simular a morte dela com certidão e vídeo falsos. Quem alertou foi um amigo. O perito explica como a manipulação do ego esconde a fraude.
Uma aposentada acreditava namorar um bilionário famoso e se endividava pelos pedidos dele. Ela se isolou e dizia que a família tinha inveja. Com autorização dela, o perito analisou as mensagens e mostrou os sinais da fraude, como o número com código de outro país.
Perfis falsos usavam fotos de um jornalista para extorquir mulheres em vários países. Falhas na ferramenta de ocultação permitiram identificar o endereço real de conexão e localizar o responsável no exterior. O material foi às autoridades.
A filha adolescente enviou uma foto íntima a um "colega" de jogo on-line, que exige mais fotos e dinheiro. A mãe quer encaminhar tudo ao advogado. A orientação é outra: ninguém reenvia a imagem; preservam-se perfil, números e ameaças; registra-se a ocorrência e notifica-se a plataforma.
Em trios, com o Exemplo ilustrativo da adolescente impresso como mensagens fictícias, sem imagem, os participantes preenchem em 10 minutos o Roteiro das primeiras horas e a Ficha de dados. O instrutor mostra onde a prova teria se perdido.
Normas e decisões discutidas
Código Penal, arts. 154-A, 158, 216-B e 218-C · Código Penal, art. 147-B, parágrafo único · Marco Civil da Internet, arts. 13, 15, 21 e 22 · Código Penal, arts. 147-A, 218-C, § 1º, e 225 · Lei 13.718/2018 · Lei 13.772/2018 · Lei 11.340/2006 (Maria da Penha), arts. 5º, III, 7º, II, 18, 19, § 5º, 22, III, e 24-A · Código de Processo Penal, art. 350-A · ECA, arts. 240 a 241-E · Lei 15.211/2025, arts. 27 e 29 · Decreto 12.880/2026, art. 36
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