O processo bancário se decide cada vez mais na prova técnica: a assinatura no contrato, a selfie da contratação, o acesso à conta, o caminho do Pix. A perícia transforma essas dúvidas em fatos verificáveis.
Cada pergunta tem um exame próprio. Do lado do banco, da fintech, do cliente ou do lojista, a resposta técnica é a mesma.
O cliente nega a assinatura do contrato ou do consignado. O confronto com padrões genuínos da mesma época diz se ela partiu do punho do titular.
A CCB (Cédula de Crédito Bancário) é o título que formaliza o empréstimo, hoje cada vez mais assinado pelo celular. A prova está na selfie, na biometria, no dispositivo, no IP e na trilha de auditoria. A perícia verifica se esse conjunto aponta para o cliente.
O cliente assina o contrato, recebe o crédito na própria conta e depois alega golpe. Na maior parte dos casos o recebedor está envolvido, mas há exceções. Periciar antes de executar evita processar quem também foi vítima e responder depois por danos morais.
Invasão, tomada de conta, funcionário que ajuda de dentro, dinheiro pulverizado em contas laranja. A perícia reconstrói o acesso e segue o dinheiro, para o MED, a quebra de sigilo e as ações contra as instituições de destino.
Lastro de recebíveis com documento falso, recibo de POS (o comprovante da maquininha) impresso para cobrar venda que não existiu, gravação usada para autorizar antecipação de recebíveis.
Processo sancionador com prova digital, incidente que a instituição precisa explicar, uso de informação privilegiada provado por comunicações e vestígios em dispositivos corporativos. A perícia dá suporte técnico às demandas e aos relatórios que a instituição apresenta ao Banco Central (BACEN) e à CVM.
Um lojista processou uma operadora de cartões que lhe cobrava, havia mais de um ano, taxa alta de antecipação de recebíveis. A autorização constava de uma gravação: um funcionário da operadora dizia estar na loja e passava a ligação ao "lojista", que aceitava a taxa.
Confrontada com o padrão colhido do lojista, a voz não era dele. E tinha semelhança com a do funcionário que estava no local.
A perícia concluiu que o próprio funcionário simulou a voz do lojista para aprovar a antecipação, possivelmente para cumprir metas.
Uma fraude milionária contra uma instituição financeira foi pulverizada em milhares de contas laranja. A análise separou laranjas pagos por comissão, contas de despiste e contas abertas indevidamente. O laudo permitiu recuperar valores pelo MED e embasou ações civis contra as instituições de destino, para identificar os titulares.
Consulte também
Perícia em Fraude Financeira e Meios de Pagamento → Grafotécnica e Documentoscopia → Assinaturas Eletrônicas e Contratos Digitais → Perícia em Impressão Digital → Fonética Forense e Perícia de Voz →