Em família, a prova costuma ser um papel assinado entre parentes, sem testemunha, e contestado anos depois. A perícia responde quem assinou o testamento, a procuração ou o recibo da pensão.
Em família, os documentos nascem na confiança: o recibo passado em casa, a procuração assinada no hospital, o contrato de gaveta. A contestação chega depois, muitas vezes quando quem assinou já morreu ou não lembra.
Grafotécnica e documentoscopia estão entre os exames mais pedidos nesses casos. A perícia diz o que é autêntico, o que foi alterado e até onde o material permite concluir. O efeito jurídico de cada achado fica com o advogado e o juiz.
Assinatura verdadeira não torna verdadeiro tudo o que vem junto. Um caso de inventário com recibos autênticos e comprovantes de pagamento forjados está em Perícias por Área do Direito, na seção Imobiliário.
A assinatura partiu do punho do titular? O exame confronta a peça com padrões da mesma época, inclusive quando a pessoa já faleceu.
Quando um terceiro assina a pedido do titular, o exame muda de objeto: quem assinou a rogo e de quem é a impressão digital aposta no documento.
Prints, mensagens e áudios em divórcio, guarda e alegação de alienação parental. A perícia de WhatsApp verifica integridade e autenticidade das conversas e, quando há voz em disputa, a fonética compara o falante.
Programa espião instalado pelo ex-cônjuge, ou conta compartilhada que nunca foi desligada. O exame é feito no aparelho de quem desconfia, antes de qualquer limpeza.
Doenças degenerativas, acidentes e a própria evolução da idade mudam o traçado. Aparecem tremor, fragmentação e perda de fluência. E a família passa a contestar a assinatura porque ela "não parece" a de sempre.
Mesmo assim, assinar continua sendo um gesto automático. Os hábitos de quem escreve deixam vestígios no traçado alterado, e é por eles que o exame reconhece o mesmo punho. O perito em assinatura de idoso também separa o tremor da doença do tremor de quem copia devagar uma assinatura alheia. Adriano Vallim já atendeu diversos casos assim: a diferença era visível, e o punho era o mesmo. Essa conclusão exige padrões da mesma fase de vida, e não de vinte anos antes.
Um caso de seguro de vida de sócios idosos, em que a seguradora alegou assinatura falsa e as duas assinaturas examinadas eram verdadeiras, está em Perícia em Seguros e Sinistros Cibernéticos.
Um pai pagava a pensão em dinheiro, na casa da mãe da menina, e levava recibo. Quando a mãe não estava, quem recebia e assinava era a filha, menor de idade. A mãe negou as assinaturas e disse que nunca recebeu os valores. Com vários meses contestados, o pai chegou a ser preso por falta de pagamento.
A perícia grafotécnica examinou as assinaturas dos recibos e uma rubrica que aparecia junto delas, cuja autoria a mãe negava.
As assinaturas eram da filha, e a rubrica era da mãe. Os recibos eram legítimos. Se o recibo assinado por menor vale como quitação é questão jurídica, e a qualificação fica com o juízo. A perícia respondeu o que lhe cabia: quem assinou e quem rubricou.
Consulte também
Grafotécnica e Documentoscopia → Perícia em Rubrica → Perícia em Assinatura a Rogo → Perícia em WhatsApp e Conversas de Aplicativos → Fonética Forense e Perícia de Voz → Contraespionagem Digital → Para Você →