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Perfil falso e conteúdo ofensivo: tirar do ar e chegar ao autor

Um perfil falso usa o nome e a foto do cliente para pedir dinheiro aos contatos dele. O cliente quer a página fora do ar hoje. Você quer saber quem está por trás.

O curso

Por que este curso

Preservar antes de remover, o Marco Civil depois do STF e o caminho técnico da plataforma ao assinante.

Perfil falso e publicação ofensiva pedem duas coisas: tirar do ar e descobrir quem fez. Na ordem errada, uma destrói a outra. A página removida antes de preservada leva junto o identificador da conta e os horários de que a perícia precisaria.

O caminho até o autor é técnico e tem prazo. A plataforma informa de qual IP veio o acesso; o provedor de conexão informa quem usava aquele IP. Sem a porta lógica de origem e o fuso certo, a operadora devolve uma lista de assinantes.

Em 2025 o STF mudou a responsabilidade das plataformas e, em junho de 2026, fechou a tese. O curso mostra o que ficou decidido, como preservar antes de remover, o que o pedido de registros precisa listar e como ler a resposta dos provedores.

Duração2 horas
TrilhaFraudes e crimes digitais
FormatoPresencial ou online ao vivo, em turma aberta ou in company
Para quemAdvogados de direito digital, cível, família, empresarial e criminal; jurídico de empresas.
InstrutorAdriano Vallim, Perito Forense e Especialista em Crimes Digitais
CertificadoDe participação, com a carga horária do curso, para todos os participantes

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Ao final, você sabe

O que muda no seu próximo caso

  • Preservar perfil e publicação antes da remoção, com identificador da conta, horário e hash.
  • Escolher o caminho de remoção depois do STF: notificação, ordem judicial ou o regime da nudez não consentida.
  • Listar no pedido de registros o provedor, a conta, o período e os campos que levam ao autor.
  • Exigir IP, porta lógica de origem, data, hora e fuso, e explicar por que um sem os outros falha.
  • Cruzar a resposta da plataforma e da operadora com os eventos do caso.
Programa

2 horas, bloco a bloco

0:00
Abertura: a corrida contra o prazo de guarda 15 min
  • Contas de e-mail invadidas
  • O que o autoatendimento não mostra
  • O relógio dos seis meses
0:15
Preservar antes de remover 25 min
  • O que registrar da página e do perfil
  • Captura técnica, captura certificada e ata notarial
  • O que o print não mostra
0:40
Remoção depois do STF 20 min
  • O art. 21 como regra para ilícitos
  • Contas não autênticas, honra e replicações
  • Mensagens privadas e anúncios pagos
  • Nudez não consentida
1:00
Do perfil ao assinante 40 min
  • Provedor de aplicação e de conexão
  • IP compartilhado, porta lógica e fuso
  • O pedido do art. 22 do Marco Civil
  • Exercício: ler a resposta da plataforma
1:40
Perguntas e casos da plateia 20 min
  • Casos da sala e revisão da ficha
Casos em sala

Os casos que entram na aula

CASO REAL · ANONIMIZADO

Contas de e-mail invadidas e a corrida contra o prazo de guarda

Uma advogada teve as senhas de contas em três provedores alteradas por terceiro, que baixou e apagou arquivos. O autoatendimento mostrava só uma janela curta de acessos. A perícia preservou o que existia e demonstrou o que pedir a cada provedora e às operadoras. O parecer fundamentou o pedido de obrigação de fazer, dentro do prazo de guarda de seis meses.

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CASO REAL · ANONIMIZADO

Centenas de suspeitos e nenhuma porta lógica

Uma empresa sofreu fraude por invasão de seus sistemas. Os acessos vieram de poucos IPs, cada um compartilhado por milhares de linhas móveis. Cruzados os horários, restaram centenas de suspeitos: sem a porta lógica de origem, não houve como individualizar o autor.

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CASO REAL · ANONIMIZADO

A voz gerada por IA

Um áudio nas redes narrava uma história falsa com a voz de uma pessoa. A perícia demonstrou que a voz fora gerada por inteligência artificial e preservou as publicações para a apuração de autoria.

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Prática e material

Para usar no dia seguinte

Exercício prático

Em duplas, a turma recebe a resposta simulada de uma plataforma (Exemplo ilustrativo): acessos a um perfil falso com IP, porta e horário em UTC, e as publicações em horário de Brasília. Em 15 minutos, cada dupla converte os horários, marca os acessos que coincidem e preenche o pedido ao provedor de conexão.

Material entregue
  • Checklist de preservação de perfil e publicação: o que registrar antes da remoção.
  • Quadro da remoção depois do STF: o regime de cada tipo de conteúdo.
  • Ficha técnica do pedido de fornecimento de registros: os campos para a plataforma e para a operadora.
  • Quesitos de identificação de autoria por registros: para o laudo e a resposta dos provedores.
Dúvidas sobre o tema
Depois do STF, a plataforma precisa de ordem judicial para remover?
Em regra, não: para crimes, atos ilícitos e contas não autênticas vale a notificação do art. 21 do Marco Civil. Nos crimes contra a honra, vale a ordem judicial do art. 19, sem impedir a remoção por notificação.
O IP que a plataforma informou identifica o autor?
Não sozinho. O IP leva ao titular de uma conexão, e só com data, hora, fuso e, nas redes compartilhadas, porta lógica de origem. E o titular pode não ser quem digitou. O laudo diz até onde o vestígio chega.
Quanto tempo tenho para pedir os registros?
Em regra, seis meses para os registros de aplicação e um ano para os de conexão (Marco Civil da Internet, arts. 15 e 13). A autoridade policial ou o Ministério Público pode pedir guarda maior.

Normas e decisões discutidas

Marco Civil da Internet, arts. 10, § 1º, 13 e 15  ·  Marco Civil da Internet, arts. 19, § 1º, 21 e 22  ·  STF, tese final dos Temas 987 e 533  ·  STF, notícia de 17/6/2026  ·  STF, notícia de 26/6/2025  ·  STJ, REsp 2.170.872  ·  Código de Processo Civil, art. 384  ·  Código de Processo Penal, art. 38

Consulte também

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